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| Concentração inicia às 10h, na Praça da Alfândega |
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Há 15 anos os Banrisulenses, junto com o SindBancários e a Fetrafi-RS, conseguiram uma salvaguarda que repercute ainda hoje nas lutas em defesa do Banrisul público. Se não fosse a alteração do Artigo 22 da Constituição Estadual, por meio da aprovação da PEC 94/98, pela Assembleia Legislativa, em 28 de maio 2002, o Banrisul provavelmente não seria mais público. Para vender ou federalizar o banco tem que fazer plebiscito ou convencer em duas sessões na Assembleia Legislativa, 33 deputados a votarem a favor de uma PEC que derrube a obrigatoriedade na decisão de vender o Banrisul e empresas como CRM, Sulgás, CEEE. |
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Para comemorar a passagem desta data histórica da luta dos Banrisulenses em defesa do Banrisul público e reafirmar que a mobilização precisa continuar, o SindBancários chama para o Ato de Mobilização Permanente em Defesa do Banrisul Público, a partir das 10h, desta sexta-feira, 2/6, em frente à Agência Central do Banrisul na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre. O atual governo do Estado tenta desde que assumiu criar condições para vender empresas públicas. Os administradores públicos já sabem que não conseguem esses 33 votos para derrubar a PEC do plebiscito na ALERGS. O governo do Estado, inclusive, fez uma última tentativa no parlamento gaúcho na terça-feira, 30/5, mas sofreu nova derrota e teve que recuar. Numa seção que não teve quórum suficiente, o governo de José Ivo Sartori retirou da pauta o Projeto de Lei 259/16, que alterava o artigo 22 da Constituição Estadual para privatizar ou federalizar a CEEE, Sulgás e CRM. Sem votos suficientes, o governo Sartori passou a adotar outra estratégia. Agora, o novo objetivo é aprovar até 13 de junho um decreto no parlamento gaúcho para enviar ao Tribunal Regional Eleitoral (TER-RS) e submeter aos eleitores gaúchos, por meio de plebiscito em 15 de novembro, a venda ou federalização de três empresas públicas do setor energético, CEEE, Sulgás e CRM. O Banrisul, a princípio, não entra neste pacote de privatizações vias plebiscito. Até porque 24 deputados estaduais, inclusive da base do atual governo, assinaram a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, instalada em ato no Teatro Dante Barone, em 22 de março passado. O SindBancários entende que o Banrisul não está livre de entrar neste pacote de privatizações via plebiscito. Isso porque, em fevereiro, o PL 343/17, o Regime de Recuperação Fiscal, foi apresentado pelo governo Michel Temer e assinado pelo ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, com uma proposta que não favorece o Restado. Por esse acordo, o governo do Estado tem que vender patrimônio público para ficar apenas três anos sem pagar dívida com a União. A partir de 2020, quando termina a moratória, a dívida total, o também chamado estoque de dívida, cresceria muito. O Banrisul sempre esteve e segue na mira. O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explica que o Ato desta sexta-feira, serve de alerta para a situação do Banrisul. "O Banrisul é a joia da coroa do Estado e, para nós, um patrimônio dos bancários que trabalham no banco e de todo o povo gaúcho. Entendemos que o Estado tem dívidas que vêm de muitos anos, mas também não pode vender um banco que rende dividendos e ajuda o Estado neste tempo difícil. Nos próximos 10 anos, o Banrisul vai entregar R$ 1,2 bilhões ao governo do Estado em troca da compra da folha de pagamento dos servidores públicos. É um bom negócio para o governo”, diz Gimenis. *Imprensa/SindBancários |
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