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| Debate reuniu dirigentes sindicais, parlamentares e empregados do banco dos gaúchos na Fetrafi-RS | |
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Banrisulenses de todo o Estado lotaram o auditório da Fetrafi-RS na manhã deste sábado, durante a Assembleia Nacional convocada pela Federação, SindBancários e sindicatos do interior. O objetivo do evento foi debater a manutenção do Banco enquanto instituição pública e ampliar a mobilização contra uma possível privatização. A mesa de abertura do evento foi coordenada pelos diretores da Fetrafi-RS, Denise Corrêa e Carlos Augusto Rocha, que destacaram a importância da organização dos banrisulenses em conjunto coma sociedade para evitar a privatização do banco dos gaúchos. |
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Desde o início de 2017, com o andamento da renegociação da dívida do estado com a União, paira novamente sobre o Banrisul a ameaça de privatização. Segundo informações divulgadas pela imprensa e confirmadas por parlamentares, a venda da instituição poderia ser exigida através da renegociação da dívida do Estado com a União. Com isso, a realização da Assembleia Nacional foi proposta pelo Comando Nacional dos Banrisulenses e referendada pelo Sistema Diretivo da Fetrafi-RS, a fim de discutir e encaminhar ações em defesa do Banrisul público. A Assembleia contou com explanações dos deputados estaduais Zé Nunes e Adão Villaverde (PT/RS); do deputado federal Henrique Fontana (PT); do presidente do SindBancários Everton Gimenis; do presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo; diretor da Fetec/Santa Catarina, diretor Cléberson Pacheco Eichholz; do secretário geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, Cristiano Severo; do representante da Frente em Defesa das Estatais, Carlos Alberto Pauletto e do vice-presidente da Associação de Comissionados do Banrisul, Mauro Vinícius Silva. De acordo com o deputado estadual Zé Nunes, proponente da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul, o Governo Sartori sempre soube das dificuldades financeiras do RS e prefere alternativas com viés fiscal para enfrentar o problema, partindo para a liquidação do patrimônio público através de privatizações. Segundo ele, não há um projeto específico, por exemplo, de combate à sonegação, que em R$ 2016 chegou a R$ 16 bilhões. O parlamentar também destaca que o Banrisul só não foi vendido ainda porque havia outras estatais na fila. "A Frente Parlamentar, que será lançada na próxima quarta-feira, 22, é mais um espaço de resistência para somar forças e defender o Banco. Temos que estabelecer o diálogo com toda a sociedade gaúcha, pois esse banco representa uma ferramenta importantíssima para um governo com um projeto real de desenvolvimento”, argumenta o deputado. Durante suas manifestações, os dirigentes sindicais salientaram que a privatização integra a plataforma de ações do mesmo projeto político em execução no âmbito nacional, baseado na concepção de estado mínimo e na retirada constante de direitos de quem realmente produz a riqueza do País, que são os trabalhadores. As reformas da previdência e trabalhista geraram polêmica nos últimos meses, não representam somente retrocessos, mas o fim de conquistas garantidas a partir de lutas históricas da classe trabalhadora. Neste momento de crise política vivenciado no País, somente a mobilização pode enfrentar os ataques em andamento e aqueles que ainda estão na agenda neoliberal. Para o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, a recorrência das notícias da venda do Banrisul e de outras empresas públicas como a CEEE, a Corsan, a CRM e a Sulgás ocorrem com governos estaduais alinhados com interesses empresarias e sem compromisso com a população. "Este é um momento da vida nacional, da vida dos estados e principalmente do RS em que precisamos estar atentos e mobilizados para defender o patrimônio público. Mais uma vez o nosso banco vem à baila. Vêm a público as tentativas do governo de se desfazer do Banrisul”, lembrou. A diretora da Federação, Denise Falkenberg Corrêa, ressaltou a importância econômica e social do Banrisul ao longo de sua história de 88 anos. "A grande maioria dos correntistas do Banrisul ganha até três salários mínimos. O Banrisul tem uma importância fundamental no combate à desigualdade. Muitos nos acusam de corporativistas. Estamos aqui para defender nossos direitos de trabalhadores, o que é muito importante, mas para além disso. Estamos também como cidadãos preocupados com o rumo que está tomando a nossa conjuntura. O Rio Grande do Sul já é um Estado mínimo. E a pergunta que fica é: o que melhorou? Nada”, afirmou. Os banrisulenses terão pela frente um intenso cronograma em Defesa do Banrisul. Em todo o Estado os sindicatos filiados à Fetrafi-RS se mobilizam pela aprovação de moções de apoio à luta contra a privatização do Banco. Na capital, Federação e SindBancários acompanham a constituição da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul, além de encaminhar as ações da campanha contra a privatização.
No final da Assembleia, os banrisulenses aprovaram uma carta à sociedade gaúcha, em defesa do banco. O documento terá ampla divulgação, marcando a posição dos empregados do Banrisul contra uma possível privatização. CARTA DOS (AS) BANRISULENSES À SOCIEDADE GAÚCHA As trabalhadoras e os trabalhadores do Banrisul, reunidos em Assembleia Nacional nesta capital, neste dia 18 de março, vêm a público convocar a sociedade riograndense para que se engaje na nossa luta em defesa do grande banco gaúcho. O Banrisul foi fundado em 1928 pelo então presidente do Estado Getúlio Vargas com o propósito de fomentar o desenvolvimento da economia do Estado. A instituição cumpriu esse papel rigorosamente ao longo de sua existência, firmando importantes parcerias com prefeituras e servindo todos os setores da economia. O Banco exerce a tarefa fundamental de ser o agente financeiro do funcionalismo público estadual e de um grande contingente de funcionários públicos municipais. O Banrisul está presente em 98,5% do território do Rio Grande do Sul, com 536 agências e 698 postos de atendimento espalhados em 347 municípios, sendo que em 96 cidades é o único banco disponível. A instituição fomenta o desenvolvimento da agricultura, sobretudo da familiar, de pequenas e médias empresas e constitui uma excelente ferramenta para os programas do governo estadual, a exemplo do microcrédito praticado na gestão anterior à Sartori. Além disso, trata-se de um banco sólido e lucrativo, com patrimônio líquido de R$ 6,7 bilhões e que registrou lucro de R$ 643,5 milhões em 2016. Mesmo com toda essa gama de serviços prestados ao povo gaúcho, seguidamente o Banrisul se vê ameaçado de privatização, às vezes mascarada de federalização. Isso já ocorreu nos governos de Antonio Brito e Yeda Crusius. Agora a ameaça de venda vem com muita força, posto que o projeto de governo do Satori é o mesmo de Antonio Brito. Ou seja, tem foco no Estado mínimo e com venda total das estatais e a liquidação de todas as demais instituições que prestam serviços à comunidade, vide o que fez com as fundações. Por todo o acima exposto, pedimos que os gaúchos e gaúchas abracem essa causa, não permitindo que o governador Sartori cometa mais esse equívoco de acabar com este importante e fundamental instrumento da nossa economia. Porto Alegre, 18 de março de 2017.
*Comunicação/Fetrafi-RS com Imprensa/SindBancários
Foto: Guilherme Santos |
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