• 24 de março de 2014, 10:57
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Agências do BB de Passo Fundo não abrem por falta de vigilantes

 

 
Trabalhadores estão sem salário há dois meses
 
 

As agências do Banco do Brasil em Passo Fundo não tiveram atendimento externo nos dias 20 e 21, quinta e sexta. O motivo foi a paralisação dos vigilantes. Submetidos a atrasos constantes no pagamento de seus salários, sendo que, no momento, estão há dois meses sem receber e informados de que a empresa para a qual trabalham, Proservi, estaria falindo, os trabalhadores resolveram dar um basta à falta de respeito e exploração.

À princípio, os vigilantes haviam definido que nenhum deles trabalharia, o que inviabilizaria por completo o funcionamento das agências. Porém, em negociação com as gerências locais do BB, acordaram que haveria pelo menos um segurança em cada agência, garantindo assim, o expediente interno.

Ao longo da sexta-feira, surgiu a informação de que o Banco do Brasil disponibilizaria o pagamento dos salários dos vigilantes ainda no processamento da noite. Mas, isto não ocorreu e os trabalhadores decidiram continuar paralisados na sexta-feira.

Exploração continua

 

A realidade dos trabalhadores em vigilância permanece pouco alterada. Quando a coisa parece estar indo bem, passados três ou quatro anos, uma das empresas terceirizadas acaba falindo e deixando os trabalhadores “com o pincel na mão”. E começa, então, a pressão para que os vigilantes desistam de alguns de seus direitos, por exemplo, os 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia, sob pena de não conseguirem emprego na próxima empresa a ser contratada pelo banco.

No caso atual não tem sido diferente. Bastou os vigilantes acenarem com a possibilidade de paralisação das suas atividades, em protesto pelo não recebimento dos salários, para que passassem a sofrer pressão e ameaças de que não teriam garantia de contratação pela nova empresa.

O Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região esteve, desde o início da paralisação levando o apoio e a solidariedade da categoria bancária à luta dos vigilantes e fazendo a fiscalização das agências para garantir o mínimo de segurança aos bancários. “É de louvarmos a coragem desses trabalhadores; eles resolveram suplantar seus e medos e partiram para a luta pelos seus direitos”, afirmou o Coordenador da Diretoria do SEEB-PF, Setembrino Dal Bosco.

Paralisação pode continuar

O movimento dos vigilantes pode continuar nesta semana. Os trabalhadores decidiram que, se os salários não forem pagos, já nesta segunda-feira o acordo feito com o Banco do Brasil, de manutenção de pelo menos um homem em cada agência, será desfeito.

Assim, há a possibilidade de que, por falta absoluta de segurança, os funcionários do BB em Passo Fundo não consigam cumprir nem mesmo expediente interno.


*Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região com edição da Fetrafi-RS

 


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