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| Ter, 06 de Maio de 2014 13:27 |

O HSBC errou a mão e, ao contrário da maior parte dos bancos brasileiros, não teve lucro em 2013. Também deixou de pagar uma PLR que tornasse o ano dos bancários mais promissor do ponto de vista da remuneração e da valorização do trabalho. Quando o banco falha, o que tem ocorrido com frequência no caso do banco inglês, o banqueiro costuma cortar vagas. Mas isso tem consequências, como a indignação de clientes.
Foi o que aconteceu no HSBC da avenida Protásio Alves na manhã desta terça-feira, 6/5, em Porto Alegre. A falta de trabalhadores em número suficiente para atender os clientes que lotam a agência levou a denúncias de precariedade da prestação de serviço. Decorre daí outra questão fundamental. Indignados, os clientes costumam culpar os bancários.
Por isso o SindBancários esteve na manhã desta terça nesta agência do HSBC. Além de conversar com os trabalhadores, dirigentes demonstraram a clientes que os bancários estavam trabalhando além de sua capacidade física com riscos à saúde, porque o banco não havia lucrado, demitia e fechava agências. Foi exatamente o que ocorreu no último mês. O volume de trabalho na agência da Protásio cresceu por conta do fechamento de outra agência do HSBC na avenida Bento Gonçalves.
Sem investir no bancário, o HSBC passou pelo constrangimento de ficar com as portas fechadas na hora de iniciar o atendimento ao público. A abertura da agência foi atrasada para que dirigentes do SindBancários pudessem explicar a quem precisava ser atendido que os bancários e bancárias daquela agência não tinham culpa de nada e que estavam trabalhando além de sua capacidade.
“Houve uma migração muito grande de clientes aposentados da agência da Bento Gonçalves para a agência Protásio Alves. O banco não aumentou o número de trabalhadores. O resultado é esse constrangimento de clientes denunciarem para o Sindicato que a agência fica cheia, com até mais de 30 pessoas esperando atendimento depois das 17h”, disse o diretor do SindBancários, Ernesto dos Santos.
Segundo o diretor do SindBancários, Sandro Rodrigues, a ida até a agência teve o objetivo de prestar esclarecimentos sobre os direitos dos bancários e mostrar aos clientes do banco que os trabalhadores estão ficando doentes por causa do excesso de trabalho. “Fomos esclarecer aos trabalhadores todas as questões que envolvem excesso de trabalho e prejuízo à saúde, além de direitos assegurados em lei que proíbem horários excessivos de atendimento”, explicou Sandro.
Desde o final do ano passado, o SindBancários tem atuado no sentido de garantir que os direitos dos trabalhadores sejam preservados e pelo fim das demissões que o HSBC tem intensificado em todo o país. Para se ter uma ideia, em 23 de abril, o SindBancários, junto com a Contraf-CUT, participou do Dia Nacional de Lutas contras as demissões no HSBC. “O que temos deixado claro para diretoria do banco aqui no Brasil é que não entendemos como o HSBC não conseguiu lucrar numa economia estável como a do Brasil enquanto todos os grandes bancos crescem. Temos certeza que os trabalhadores não têm nada a ver com essa situação”, diz o diretor jurídico do SindBancários e funcionário do HSBC, Lúcio Mauro Paz.

Fonte: Imprensa SindBancários
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