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Os principais riscos do trabalho bancário





Vigiando sua sáude:
Cada bancário é um vigilante de seu ambiente de trabalho

        Vigiar é velar, proteger, observar atentamente para evitar fatos indesejados, assim como intervir para transformar as condições inadequadas. Significa, também, cautela, precaução e sentinela frente às situações adversas. A vigilância visa o diagnóstico precoce de fatores de risco. Portanto, deve ser um processo contínuo, feito no cotidiano de trabalho, a fim de controlar ou eliminar os agentes nocivos à saúde.

        Importante: não se delega o direito de vigiar. O trabalhador conhece como ninguém o seu local de trabalho e é lee quem sabe o que mais lhe agride. Um bom vigilante deve saber observar e interpretar as senhas do alarme.

        A cobrança de metas inatingíveis, as jornadas prolongadas e o aumento do ritmo de trabalho têm contribuído seriamente para os agravos à saúde da categoria. Essa realidade impõe que diretrizes sejam estabelecidas e que seja criado um sistema de vigilância eficiente.

        A avaliação permanente dos riscos e a busca contínua de um ambiente de trabalho seguro e saudável deve ser a base desse sistema de vigilância. Para tanto, é preciso conhecer a realidade concreta de trabalho e o contexto em que a atividade é executada, avaliando as condições de trabalho e a organização do trabalho.
 

De olho na lei:

        A Norma Regulamentadora (NR) 01 determina que é obrigação do empregador informar aos trabalhadores:
 
• os riscos profissionais que possam se originar nos locais de trabalho;
• os meios para prevenir e limitar esses riscos, além das medidas adotadas pela empresa;
• os resultados dos exames médicos e complementares;
• os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho

Importante:
        A Lei nº 8080/90 garante aos sindicatos de trabalhadores a participação dos Conselhos Municipais de Saúde. Saiba mais sobre o que dispões esta Lei a respeito da saúde do trabalhador:
 
• assistência ao trabalhador vítima de acidente ou doença de trabalho;
• participação, no âmbito de competência do SUS, em estudos, pesquisas, avaliações e controle dos riscos e agravos potenciais a saúde existentes no processo de trabalho;
• participação, no âmbito de competência do SUS, da normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador;
• avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde;
• informação ao trabalhador e a sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidente de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;
• participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas pública e privadas;
• revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração e colaboração das entidades sindicais;
• a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.

        Ao avaliar as condições de trabalho e a organização do trabalho, identificam-se os tipos de riscos existentes (físicos, químicos, ergonômicos, mentais, etc.). Conheça os principais riscos do trabalho bancário:




1. Ruído

        O ruído gerado por equipamentos, impressoras, teclados, terminais, carimbos, aparelhos de ar condicionado, telefone, conversas, trânsito, entre outros, não combina com tarefas que exigem concentração mental. As agências deveriam operar sob o sisudo "clima de biblioteca". A exposição prolongada a ruídos intensos pode provocar danos auditivos. O dano é cumulativo, sendo maior para os bancários expostos por mais tempo aos sons intensos. O ruído também pode contribuir para provocar cansaço excessivo, falta e atenção e concentração, irritablidade e outras alterações no humor e no comportamento.

De olho na lei:

        A Norma Regulamentadora (NR) 17 estipula o limite de ruído em até 65 decibéis (som da conversa num grupo de três a quatro pessoas).



2. Temperatura
        As variações de temperatura afetam a saúde dos bancários. O frio pode influenciar no aparecimento ou agravamento da LER/DORT, contraturas musculares e dores no corpo, além de gripes e resfriados constantes. O calor excessivo pode provocar fadiga, mal estar e até desmaios.
 

De olho na lei:

        A temperatura deve variar entre 20º C e 23º C, e a umidade relativa do ar deve ficar acima de 40%.



 

3. Iluminação

        A iluminação deve ser distribuída e difusa para evitar o fosucamento, reflexos incômodos, sombras e contrastesexcessivos. Quando inadequada pode provocar cansaço visual, ardência nos olhos, fadiga, insônia e dores de cabeça.

De olho na lei:

        Uma avaliação técnica determinará a quantidade ideal para cada local. O mínimo é de 500lux para uma "boa claridade".

Problemas relacionados ao esforço visual:
        O trabalho bancário exige esforço visual contínuo. Existe um grande esforço da musculatura ocular para manter o foco, ocasionando fadiga visual, um quadro de estresse da musculatura ocular devido à contratura continuada com o fim de manter o foco nas atividades de leitura e especialmente naquelas que incluem equipamentos com terminais de vídeo, gerando sintomas como visão ofuscada, visão duplicada, arência, coceira e vermelhidão. Dores de cabeça frequentes também pode estar relacionadas ao esforço visual.


4. Qualidade do ar

         É precária quando há pouca entrada de ar fresco, falta de limpeza emá distribuião dos sistemas de ventilação e ar condicionado. Fungos e bactérias depositados nos dutos e filtros desembocam no ambiente onde estão os trabalhadores e os clientes. O fumoé outro inimigo. Esses fatores podem causar dores de cabeça, irritação nos olhos, nariz e garganta, ressecamento da pele, náuseas, letargia, dificuldade de concentração, fadiga e aumento de alergias e doenças respeiratórias.
 

De olho na lei:

       A ventilação deve estar em condições adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle. A manutenção deve ser feita por técnico habilitado. Tomadas de ar externo devem estar longe das fontes poluentes (Portaria nº 5.523 do Ministério da Sáude).


 

5. Eletricidade

        Tomadas subdimensionadas e fios soltos, que podem ocasionar acidentes e incêndios. As NRs 10 e 12 determinam: tomadas, máquinas e equipamentos elétricos devem ser "aterrados"; o acesso ao quadro de controle de comando deve ser facilitado; o número de tomadas deve ser suficiente para evitar o uso de "T"; estão proibidos fios soltos ou desencapados.



6. Reformas

        Se forem feitas durante a jornada de trabalho provocam ruído excessivo, poeira e riscos de acidentes.
 

De olho na lei:

       Obras ou situações com risco grave e iminente (de acidente/doença do trabalho) devem ser embargadas ou interditadas até a correção das condições (NR 3).



7. Sanitários e higiene

        A limpeza dee ser compatível com a atividade. Fungos e sujeira depositados em carpetes e forrações de ambientes fechados, típicos de agências, podem ocasionar alergias. Devem existir sanitários separados para homens e mulheres, limpos e sem odores. A limpeza e a remoção do lixo e da poeira devem ocorrer preferencialmente fora do horário de trabalho. A água deve ser potável com uso de copos descartáveis ou bebedouro de jato inclinado previstos na NR 24.


8. Incêndio

        A lei prevê proteção contra incêndios, saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em caso de sinistro, equipoamentos e pessoal treinado para combater o fogo nas primeiras chamas. As saídas de emergência devem ter potas que abram para fora, sem obstrução ou trancas. O sistema de preenção e as saídas de emergência devem ser sinalizados com iluminação de emergência. Os extintores têm tempo de validade gravado na embalagem e devem estar em locais de fácil acesso. Estas exigências estão na NR 23.


9. Mobiliário e equipamentos de trabalho

        Um mobiliário inadequado leva a posturas corporais incorretas que favorecem o surgimento de patologias do grupo LER/DORT. Equipamentos obsoletos ou com defeitos, instrumentos de trabalho inadequados, insuficientes e sem manutenção exigem maior esforço estático e dinâmico, posturas incorretas e estresse.


Confira as exigências de móveis e ambiente:

 
• Devem permitir alternância entre a postura em pé e sentada, passagem e recebimento de documentos sem movimentos de elevação dos braços acima do nível dos ombros.
• Ter espaço suficiente para a acomodação dos equipamentos de trabalho e das pernas em tareffas sentadas.
• Assentos que permitam a regulação do encosto e da altura.
• Armários devem estar 25 cm acima do solo e até uma altura de 1m 75 cm. Itens acessados constantemente devem estar na altura dos cotovelos, estando o bancário sentado.
• As gavetas devem ser leves para fácil movimentação e que não se abram contra o corpo para evitar que a pessoa se afaste do plano de trabalho.
• O layour da sala deve permitir livre circulação.

De olho na lei:

       A NR 17 estabeelce parâmetros para adaptação dos ambientes às características psicofisiológicas dos trabalhadores para garantir o máximo de conforto, segurança e bom desempenho.
1 - Mesas, escrivaninhas e guichês devem ter bordas arredondadas, sem quinas vivas e com altura regulável (em atividades com computador), além de espaço suficiente para o apoio completo do antebraço ou sobre o braço da cadeira.
2 - Altura do monitor regulável, nunca superior ao nível dos olhos e nunca inferior a um ângulo de 30º.
3 - Cadeiras com cinco pés de apoio.
4 - Apoio para os grupos musculares utitilizados na execução do trabalho.





       As condições oferecidas pela empresa para a realização do trabalho, para alcançar metas, as políticas de gestão de pessoal, a tecnologia empregada, os recursos humanos e materiais disponíbilizados, entre outros fatores, determinam a qualidade de vida no trabalho. Freqüentemente, os bancários são pressionados, institui-se horas extras e aumento de jornada. No entando, o problema principal - a insuficiência de pessoal, seja em quantidade ou em qualificação - fica esquecido. Todos esses ingredientes concorrem para o surgimento de transtornos físicos e mentais. A sobrecarga e a pressão para atingir resultados geram um ciclo vicioso de tensão.

       Os itens 17.1 e 17.6.1 da NR 17 exigem que a organização do trabalho seja adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza da atividade, a fim de que se garanta o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente

Os inimigos mais comuns:

 
Jornada de longa duração, horas extras;
• Ausência ou insuficiência de pausas para descanso;
• Trabalho repetitivo e monótono, sob forte pressão e cobrança da gerência;
• Distribuição do pessoal sem respeitar os períodos de "picos" do atendimento;
• Esforço mental necessário para criar estratégias individuais e coletivas para vencer as dificuldades impostas pela organização;
• Controles que não respeitam a variabilidade do trabalho e as questões culturais e individuais inerentes aos seres humanos.

De olho na lei:

 
• A jornada dos bancários é de seis horas diárias e 30 horas semanais de segunda à sexta-feira (artigo 224 da CLT). Só pode ser prorrogada em duas horas diárias.
• O artigo 224 da CLT proíbe o trabalho aos sábados, que é pago. O descanso semanal remunerado inclui também domingo e feriados. Jornadas nesses dias somente são permitidas em caso comprovado de extrema necessidade e com autorização prévia da Delegacia Regional do Trabalho e Emprego (DRTE) e a manifestação da entidade sindical.
• O artigo 66 da CLT garante um mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre duas jornadas diárias.

Outros males da organização do trabalho:

 
• Acúmulo de funções e de responsabilidades;
• Exigência de metas, muito inatingíveis;
• Processo de avaliação das condições reais do desempenho da função;
• Pressão do cliente;
• Pressão advinda da introdução de novas tecnologias;
• Má distribuição dos equipamentos no local de trabalho, dificultado sua utilização;
• Falta de perspectiva de ascensão na carreira;
• Competição entre colegas;
• Contratação de estagiários e de pessoas não treinadas;
• Medo permanente de demissão;
• Salário insuficiente.

De olho na lei:

1 - NR 16.6.3.a:
Sistemas de avaliação de desempenho para remuneração e vantagens de qualquer espécie devem levar em conta o efeito sobre a saúde dos trabalhadores.
2 - NR 17.6.3.b:
As pausas para descanso têm que ser previstas.
3 - NR 17.6.3.c:
Depois de qualquer tipo de afastamento, igual ou superior a 15 dias, a exig~encia de produção deverá permitir um retorno gradativo do bancário.

Regras para atividades de processamento
eletrônico de dados (NR 17.6.4):

 
• Os sistemas de avaliação para remuneração e concessão de vantagens não podem se basear em número individual de toques, mesmo em teclado automatizado.
• O número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 mil por hora trabalhada.
• O tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 horas.
• Nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos.




 

        Os assaltos às agências bancárias constituem um risco do trabalho bancário cada vez mais freqüente e podem ser caracterizados como acidente de trabalho. A ação dos assaltantes é, em geral, muito bem planejada. Os dispostivos de segurança não evitam os assaltos e sim dificultam. Como proceder se o assalto ocorrer:

O quê fazer durante o assalto:

 
• Mantenha a calma e acredite que a arma do bandido é verdadeira e está carregada;
• Obedeça os ladrões: isto reduz as chances de agressão;
• Não faça gestos bruscos para não despertar a atenção;
• Evite olhar fixamente para os assaltantes, que temem ser reconhecidos;
• Não revide a violência nem discuta com os criminosos. Lembre-se: há sempre mais de um deles em ação;
• Se houver disparo de arma, abrigue-se ou deite-se imeditamente no chão;
• Não pense em atos de heroísmo. A ação individual não resolve;
• Acione o alarme somente depois da saída dos assaltantes.

De olho na lei:

       A Lei Municipal 72.945/1994 de Porto Alegre obriga a instalação de portas de segurança com detectores de metais nas agências. A Lei Federal 7102/1983 prevê um mínimo de dois vigilantes durante a jornada de trabalho.

O quê fazer depois do assalto:
       O banco deverá emitir uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). O sindicato também pode emiti-la. Sempre que houver assalto avise o Sindicato. A empresa tema obrigação de emitir a CAT em casos de assalto, porém, caso ela se recuse, a CAT pode ser preenchida pelo sindicato, pelo médico que assistiu o trabalhador, por uma autoridade pública, por familiares ou pelo próprio bancário. A empresa também é obrigada a registrar uma CAT para cada assalto ocorrido, independente do intervalo entre eles.
 

De olho na lei:

       Deverá ser emitida até 24 horas depois do assalto para todos os bancários presentes na agência durante o evento e não apenas às vítimas diretas da agressão (reféns, feridos, mantidos sob a mira de armas), pois todos os bancários foram expostos ao risco. No boletim policial, deve constar o nome de todos os funcionários presentes durante o assalto. A ocorrência policial costuma citar somente a empresa como vítima, o que é incorreto.

       Após o assalto, o bancário tem o direito de se retirar do trabalho e realizar uma avaliação médica. O bancário que apresentar lesões físicas e/ou transtornos mentais relacionados com o acidente tem direito de se afastar para tratamento.

       A CAT não significa necessariamente que o bancário tenha que se afastar; a CAT é o registro da exposição ao risco, e é estre registro que poderá justitficar a necessidade de afastamento do trabalho caso o bancário apresente algum transtorno em consequência do assalto. A alteração psicológica nem sempre é imeditada. Pode ocorrer no futuro.

Importante:
       A ameaça de armas de fogo, o pânico e a violência atingem profundamente o emocional dos bancários. O decreto 3048/1999 da Previdência Social reconhece o chamado "estresse agudo pós-assalto" como doença de trabalho. Este transtornoconsta na lista das "doenças relacionaas ao trabalho" no grupo dos "Transtornos mentais e do comportamento relaciondas ao trabalho (grupo V da CID-10)", conforme o quadro a seguir:
 

Doença Agente Fisiológico
ou fator de risco de natureza ocupacional
reações ao "stress" grave e transtorno de adaptação (F43.-): estado de "stress" pós-traumático • outras dificuldades físicas e mentais relacionadas ao trabalho; reação após acidente de trabalho ou catastrófico, ou após assalto no trabalho (Z56.6)
• circunstância reativa às condições de trabalho (Y96)

       Por isso, a CAT deve ser emitida para todos os bancários presentes na situação do assalto. É a garantia do trabalhador caso seja necessária alguma intervenção médica ou psicológica, pois possibilita o estabelecimento do nexo causal entre o assaulto e o assalto clínico.




       Os bancários convivem com dois tipos de assédio: o assédio sexual e o assédio moral. As duas situações podem contribuir para o desenvolvimento de Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados ao Trabalho, que, entre outros fatores estão relacionados com as ameças de perda do emprego e com os desacordos entre patrões e colegas. O decreto 3048/1999 da Previdência Social enquadra oe feito dessa agressão psicológica como doença do trabalho.


1. Assédio Sexual

       As mulheres são as principais vítimas. O dano à saúde psíquica pode ser irreparável, levando até a incapacidade para o trabalho. As vítimas adquirem sentimentos de desconfiança, culpa e baixa auto-estima.
 

De olho na lei:

       O constrangimento ilegal está no artigo 146 do Código Penal Brasileiro com pena de detenção de 3 meses a 1 ano ou multa. A CLT considera assédio falta grave com demissão do autor por justa causa. O artigo 1521 do Código Civil atribui ao empregador responsabilidade civil. Em tese, a vítima poderia exigir indenização.

O quê fazer:

 
• Rompa o silência. Diga "não" ao assediador;
• Conte aos colegas o que está acontecendo;
• Reúna provas, como bilhetes e presentes;
• Leve o problema ao setor de recursos humanos do banco, ao sindicato e registre queixa na Polícia.


 

1. Assédio Moral

        Também conhecido como tortura psicológica, psicoterror e violência moral, o assédio moral no trabalho diz respeito à exposição dos trabalhadores, de forma repetitiva e prolongada, a situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

        O assédio moral consiste em qualquer atitude abusiva, geralmente ocorrendo em relações hierárquicas autoritárias, expressa por comportamentos ou palavras (escritas ou verbalizadas) que atentam contra a dignidade e a intrigdade física e/ou psíquica de uma ou mais pessoas, visando desaqualificá-las e desmoralizá-las profissionalmente, tornando o ambiente de trabalhado desagradável e hostil, muitas vezes para forçá-las a pedir demissão. Mas, atenção! O objetivo nem sempre é tão explícito como a demissão: a pressão para a máxima produtividade também é uma das causas freqüentes de assédio moral.

O assédio pode ser explícito ou sutil.
Identifique algumas formas de assédio moral:

 
• Intimidações, difamações e ironias diante de todos, como forma de impor controle e medo;
• Risos, comentários maldosos, apelidos, estigmatizantes, agressões verbais, ameaças, constrangimentos e coações públicas, que ferem a dignidade;
• Solicitações de trabalhos urgentes, para posteriormente inutilizá-los;
• Prazos impossíveis de cumprir;
• Desprezo, sonegação de informações e de materiais necessários para o trabalho;
• Designar tarefas abaixo da capacidade intelectual e profissional;
• Falta de reconhecimento do trabalho;
• Isolar a vítima do grupo, sem explicações, sendo hostilizada, ridicularizada e desacreditada ante os colegas;
• Os colegas de trabalho, devido ao medo do desemprego e de também serem alvos do assédio, associado ao estímulo à competitividade, reproduzem as atitudes do agressos, rompendo os laços afetivos com a vítima;
• Sugerir que o funcionário peça demissão;
• Perseguições e controles sem qualquer justificativa;
• As vítimas mais freqüentes: mulheres e adoecidos, em especial portadores de LER/DORT retornados do afastamento médico.

Importante:
        A "tortura psicológica" pode ser praticada como um ato individual deliberado ou pode se constituir em uma política interna da empresa. Fique atento: geralmente, por trás do autoritarismo de uma chefia, existe uma polífica de gestão de pessoal. As exigências começam na administração superior, passam pelas chefias secundárias, chegam às chefias interiores e estas exigem dos funcionários o cumprimento dos objetivos. Portanto, existe o problema da chefia, mas existe também uma organização do trabalho, responsável por isso tudo. O processo de reestruturação produtiva está profundamente relacionado com a adoção de medicas que reforçam os casos de humilhação, nos quais os bancários se sujeitam a metas inatingíveis, ao exercício de múltiplas funções e à eliminação de direitos.


Danos à saúde

        A humilhação repetitiva e de longa duração compromete a identidade, dignidade e as relações afetivas e sociais do assediado, podendo causar graves danos à saúde física e mental. Em certos casos, pode evoluir para a incapacidade laborativa, o desemprego ou até a morte, em situações extremas.

        O assediado freqüentemente apresenta depressão, angústia, distúrbios do sono, conflitos e pensamentos confusos que reforçam o sentimento de inutilidade, havendo diminuição da auto-estima e culpabilizaçã. É comum que uma vítima de assédio moral não volte a alcançar seu pleno potencial de trabalho e passe a duvidar de suas capacidades e habilidades.

O quê fazer:

 
• Resista: anote com detalhes as humilhações;
• Procure a ajuda dos colegas; principalmente daqueles que são testemunhas dos fatos;
• Evite conversar com o agressor sem testemunhas;
• Exija, por escrito, explicações das atitudes do agressor. Fique com uma cópia da carta enviada ao Recursos Humanos e da eventual resposta do assediador;
• Denuncie o caso ao sindicato e a outras instituições responsáveis;
• Busque apoio na família, amigos e colegas. O afeto e a solidariedade ajudam a recuperar a auto-estima e dignidade;
• A solução do problema deve passar pela informação e organização dos trabalhadores. Deve haver mobilização contra os casos de humilhação e vigilância constante na busca de relações de trabalho democráticas e dignas, baseadas no respeito à pessoa humana.

Importante:
        Testemunhas de cenas de humilhação devem ser solidárias. Ninguém está livre de ser a próxima vítima e precisará de apoio. O medo reforça o poder do agressor!

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