• 07 de dezembro de 2017, 11:20
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Sem negociação, direção do Santander impõe banco de horas

Em termo individual, com assinatura eletrônica via Portal RH, banco determina limite de até seis meses para compensação de horas extras, acarretando em prejuízo financeiro aos bancários; movimento sindical cobra cancelamento da medida

A direção do Santander, em mais um desrespeito flagrante aos seus funcionários, responsáveis pelo maior lucro do banco em todo mundo, impôs aos bancários um termo individual, através de assinatura eletrônica no Portal RH, que estabelece normas para banco de horas na instituição. No documento, fica estabelecida a possibilidade de prorrogar em até 2 horas a jornada de trabalho, sendo que a compensação destas horas extras pode ser feita em até seis meses da data de ocorrência.

"O banco de horas gera prejuízo financeiro aos funcionários. No entendimento do Sindicato de SP, a hora extra deve ser paga sempre em dinheiro, acrescida de adicional de 50%, com reflexo nas demais verbas. Como o termo estabelece a razão de 1 hora extra para 1 hora de compensação, o bancário sai perdendo", critica o diretor do Sindicato de SP e bancário do Santander Marcelo Gonçalves.

"Outro problema está no prazo e forma de compensação. Como os seis meses para compensação contam a partir da data de ocorrência da hora-extra, e não da assinatura do termo, o bancário dificilmente receberá pelo acréscimo de jornada em dinheiro", acrescenta.

De acordo com o diretor do Sindicato, com o termo imposto aos trabalhadores a direção do Santander flexibiliza a jornada de trabalho, evita contratar novos funcionários e desrespeita o processo negocial. “Essa imposição de banco de horas, sem qualquer negociação com os representantes dos bancários, é reflexo da reforma trabalhista, aprovada pelo governo Temer sob encomenda de banqueiros e rentistas", avalia.

O movimento sindical cobra que a direção do Santander cancele o termo e respeite o processo negocial com a representação dos bancários.

“Não podemos aceitar que a direção do Santander imponha aos seus trabalhadores um termo individual lesivo, com assinatura eletrônica pelo Portal RH. O trabalhador não deve assinar este termo de venda de direitos. Se o banco não quer contratar mais trabalhadores, e precisa que façamos horas extras, então que pague o valor devido pelo serviço prestado.

Enquanto o presidente Sérgio Rial brinca de rapel na festa do banco, produz inúmeros prejuízos aos funcionários: mudança e aumento do plano de saúde dos funcionários; demissão de bancários que acabaram de retornar de tratamento médico ou estão doentes; anda de braços e abraços com Temer para defender a retirada de direitos trabalhistas e promover o desmonte da aposentadoria dos brasileiros através da reforma da Previdência; e, agora, ataca novamente com este termo de compensação de horas extras em até 6 meses”, conclui Marcelo. (Fonte: Seeb SP)

 


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