• 14 de junho de 2019, 09:21
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Plano de saúde sobe 382% em 18 anos, mais que dobro da inflação do setor

Os preços das mensalidades dos planos de saúde individuais subiram, em média, 382% em 18 anos, de 2000 a 2018. O aumento ficou muito acima da inflação oficial do país no mesmo período, de 208%, e também foi mais que o dobro da inflação do setor de saúde, de 180%.

As variações foram calculadas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a partir de dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mede a inflação oficial no Brasil.

O IPCA é um índice que considera os preços de nove grupos de serviços e produtos para calcular uma inflação média no país, para o consumidor final. Os itens pesquisados têm pesos diferentes no cálculo. Alimentos, por exemplo, pesam mais que vestuário.

Inflação da saúde foi de 180%

Com os dados do IBGE, é possível separar os preços e calcular apenas a inflação do setor de saúde, que considera itens como planos de saúde, remédios, consultas médicas, valor de internações e exames.

Para poder comparar os preços dos planos com o restante do setor, o Ipea desconsiderou as variações de preços dos próprios planos de saúde e também de itens de cuidado pessoal, como perfumaria e higiene.

O resultado foi uma inflação de 180% do setor de saúde em 18 anos, muito abaixo dos 382% dos planos de saúde individuais.

De acordo com o Ipea, a diferença entre a inflação da saúde e a dos planos de saúde individuais aponta a necessidade de o país rever a maneira como são feitos os reajustes dos planos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

“Observou-se que a trajetória do IPCA Saúde não serviu de base para –ao menos– calibrar o nível do teto de reajuste da ANS entre 2000 e 2018”, disse o Ipea.

ANS mudou cálculo de reajuste no ano passado

Até o ano passado, a ANS determinava o reajuste máximo levando em conta o aumento dos custos das operadoras.

As empresas que defendiam esse método argumentavam que ele era o mais adequado porque captava, por exemplo, gastos com inovações tecnológicas e com a maior frequência com que o consumidor usa os serviços da rede.

Uma regra editada no final do ano passado alterou essa metodologia. Agora, a ANS considera tanto os custos médicos quanto a inflação, medida pelo IPCA. A regra vale para planos individuais e familiares.

“O que precisa ser ao menos respondido com garantia pela ANS aos consumidores e empregadores é em que medida a nova metodologia mudará a tendência de aumento continuado dos preços observada entre 2000 e 2018”, disse o Ipea.

“Por exemplo, por meio de simulação, essa fórmula deveria ser testada em retrospectiva, avaliando se o aumento constatado no passado teria sido refreado ou não com essa nova regra.”

Planos individuais são 20% do total

O Ipea também questiona se a nova metodologia será efetiva para reduzir a judicialização da saúde e o peso dos reajustes no bolso dos clientes, na medida em que ela só vale para os planos individuais, que representam apenas 20% do total de beneficiários.

Os 80% restantes se referem aos planos empresariais ou coletivos, que têm os reajustes negociados livremente entre operadoras e clientes, sem limites determinados pela ANS.

“Fica claro que a ANS não foi capaz de regular a inflação dos planos de saúde e, por isso, sugerimos que a nova metodologia proposta pela ANS seja discutida pela sociedade, para que não seja objeto de indesejável judicialização em futuro próximo”, afirmou o Ipea.

Diretoria Executiva da CONTEC


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