• 23 de novembro de 2017, 11:06
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Caixas do BB não podem ser pressionados para vender produtos

Apesar de banco afirmar que vendas por caixas são facultativas, bancários tem denunciado pressão para acumular função; movimento sindical cobra reposicionamento de gestores e treinamento

Apesar de representantes do Banco do Brasil afirmarem em reunião que caixas não são obrigados a vender produtos, que essa atribuição é facultativa, o movimento sindical tem recebido recorrentes denúncias de que estes trabalhadores estão sendo pressionados para acumular a função e realizar vendas.

“O Sindicato de SP tem a posição, já informada ao banco, de que o caixa deve se concentrar nas suas atribuições, e não em vendas. E, se vai acumular a função, essa deve ser uma decisão exclusiva do bancário. Não pode, de forma alguma, existir qualquer pressão para que o caixa venda produtos bancários”, critica o dirigente do Sindicato de SP e bancário do BB, Willame Lavour.

O dirigente lembra que o perfil do trabalhador bancário está em permanente mudança devido aos avanços tecnológicos no setor. Os meios digitais de atendimento tem obtido um crescimento expressivo.

Em 2016, 57% das transações foram feitas através dos meios digitais. Em 2009, este percentual era de 31%. Entretanto, Willame pontua que a função de caixa ainda é essencial, especialmente em bancos públicos, que tem a obrigação de atender todo o conjunto da população.

“Estamos vivendo um momento em que o BB está se aliando com as práticas do mercado, prejudicando o trabalhador com o acumulo de funções, aumentando o risco operacional” diz o dirigente.

“O atendimento presencial nas agências, em caixas, é extremamente necessário. Afinal, boa parte da população não está incluída digitalmente. Como banco público, o BB deve atender todo o conjunto da população. Quem deve escolher o canal de atendimento é o cliente. Não deve ser imposto pelo banco”, acrescenta.

Reestruturação
O governo Temer promove uma série de ataques ao Banco do Brasil, forçando seu encolhimento através do processo de reestruturação. A instituição já eliminou 10 mil postos de trabalho e fechou 400 agências. Isso aumenta a sobrecarga de trabalho, inclusive dos caixas. A defesa da valorização dos bancos públicos é bandeira histórica do movimento sindical, apresentada para a sociedade em inúmeras manifestações.

“A venda de produtos pelo caixa deve ser facultativa e não pode haver pressão e nem sobrecarga de trabalho. Além de treinamento específico para vendas, cobramos do banco que reoriente os gestores de forma que não pressionem os caixas para a venda de produtos bancários”, conclui Willame. (Fonte: Seeb SP)

 


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