• 19 de julho de 2019, 10:27
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Caixa estaria pronta para saques do FGTS em um mês, diz presidente do banco

Fila na abertura de agência da Caixa Econômica Federal, no centro de São Paulo, para sacar o FGTS de suas contas inativas. - Marcus Leoni/Folhapress

Flexibilização dos saques deve fazer com que as retiradas se prolonguem por meses (Fábio Pupo)

A Caixa Econômica Federal vê necessidades de tomar medidas operacionais para liberar os saques do FGTS.

Os ajustes, que incluiriam ampliação do atendimento aos clientes, levariam um mês para ficarem prontos, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Ele afirma que podem ser necessárias, por exemplo, abrir salas de atendimentos em agências pelo país.  

Segundo o dirigente, a flexibilização dos saques deve fazer com que as retiradas se prolonguem por meses e levar até um ano. "É uma questão normal, são 100 milhões de pessoas. Vai demorar", disse à Folha.  

Guimarães, no entanto, diz que a necessidade de ajustes é natural e fácil de ser contornada pelo banco. "Não é nada demais", afirmou.

A expectativa é que as medidas das novas regras de saques fossem anunciadas nesta quinta-feira (18), mas o governo adiou para semana que vem, após forte pressão do setor da construção civil, preocupado com a perda de recursos para o financiamento da construção por meio do FGTS.

Em 2017, os saques liberados durante o governo Temer foram vistos como um desafio pela Caixa. O banco viu a medida como a maior operação de transferência financeira dos últimos anos no Brasil. Na época, o pagamento das contas contemplou 25,9 milhões de trabalhadores e injetou R$ 44,4 bilhões na economia.

Ao fim de 2017 (último balanço disponível), o FGTS tinha 99,7 milhões de contas ativas e 154 milhões de contas inativas. As contas ativas tinham um total de R$ 360 bilhões e as inativas, R$ 20 bilhões.

As necessidades operacionais foram apontadas por integrantes do ministério da Economia como um dos motivos para o adiamento do anúncio da flexibilização dos saques. Nos bastidores, membros do governo também citam a necessidade de apresentar os números ao setor da construção civil, que teme falta de financiamento para a habitação.

De qualquer forma, o governo ainda não fechou o pacote. Segundo fontes da equipe econômica, há basicamente duas propostas elaboradas pela pasta e a decisão ficará com o presidente Jair Bolsonaro.  

A primeira delas libera saques tanto para contas ativas como para inativas, sempre no aniversário da pessoa. A flexibilização será escalonada de acordo com o montante guardado. Quem tem menos vai poder sacar um percentual maior.

Nesse caso, a ideia é que o trabalhador possa sacar um percentual do FGTS todo ano. Dessa forma, o governo tenta evitar situações em que empregados chegam a acordos com patrões para serem demitidos e receberem os recursos.

A segunda proposta, mais simples, é flexibilizar os saques apenas para as contas inativas, e apenas uma vez (a exemplo do que ocorreu no governo Temer). (Fonte: Folha.com)

 

 


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