• 27 de fevereiro de 2020, 10:52
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Caixa deu o primeiro passo para o processo de privatização da caixa seguridade

 

Banco público protocola registro de oferta pública na CVM - 

A Caixa protocolou, na última sexta-feira (21), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade, numa oferta estimada de R$ 15 bilhões. Essa vai ser a segunda tentativa de realizar essa venda, a primeira foi em 2015, que acabou não vingando porque a taxa alta de desconto impediu. Basicamente, o IPO é a abertura de capital de uma empresa. É quando, pela primeira vez, ela vende parte de suas ações na Bolsa de Valores.

Para a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, o primeiro problema ao começar a privatizar partes da empresa, é que ela perde autonomia de decisão. O único interesse do acionista é o lucro, e esse não pode ser o único foco de um banco público.

“Temos já o exemplo da BB Seguridade: em 2017 o então presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, reconheceu como um erro a abertura de capital da BB seguridade em 2013. Ele afirmou textualmente que “a venda da BB Seguridade trouxe um bom dinheiro, mas reduziu a fatia das receitas....e disse ainda que os bancos devem evitar vender suas atividades principais, ou limitar as vendas a fatias mínimas, que não estanquem a geração de resultados futuros”, ressaltou ela.

Rita Serrano acredita que a perspectiva é de redução de ganhos, pois a partir do momento em que a empresa privatiza parte da operação e diminui sua participação, a rentabilidade pode cair. “E o pior, a arrecadação com a venda não será reinvestida na empresa, boa parte será repassada ao Tesouro Nacional na forma de pagamento do IHCD (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida)”, critica.

Por essas razões movimentos, parlamentares, partidos, sindicatos e diversas entidades vêm atuando contra o fatiamento da Caixa e das demais empresas públicas. “Os brasileiros perdem, só quem ganha são os investidores, principalmente as multinacionais” lamenta. (Fonte: Fenae)


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