• 11 de agosto de 2017, 09:15
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Caixa anunciará lucro significativo e a menor taxa de inadimplência do mercado, diz Occhi

Presidente afirmou que o índice de inadimplência no 2º trimestre ficou em 2,51% - o menor do mercado, segundo ele. No balanço anterior, foi de 3,53%. (Marta Cavallini)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse em entrevista à Rádio CBN que no dia 21 a Caixa vai anunciar os seus resultados e “será um lucro significativo”. O balanço se refere ao 2º trimestre deste ano. Além disso, o executivo já adiantou que a taxa de inadimplência de dívidas vencidas acima de 90 dias anunciada "será a menor do mercado".

“O desempenho recorde para Caixa é graças ao um grande esforço de ajustes necessários em qualquer empresa e família, com corte de despesas, melhoria de receitas, administração cada vez melhor de uma empresa. A Caixa está fazendo seu dever de casa e quem ganha é a sociedade”, afirmou na entrevista.

Occhi citou como medidas o corte nas despesas, com o Programa de Demissão Voluntária ao qual aderiram 4,7 mil empregados. Segundo ele, há mais um PDV em andamento e mais de 2 mil empregados aderiram. O presidente da Caixa citou ainda corte de horas extras.

Outro esforço do banco foi cortar as despesas administrativas e reduzir o índice de inadimplência no banco, com ações de cobrança mais forte, segundo ele.
Occhi afirmou que a Caixa anunciará o menor índice de inadimplência do mercado no balanço do 2º trimestre – será de 2,51%. A média do mercado, de acordo com o presidente da Caixa, é de 4,2%. Esse índice de inadimplência se refere a dívidas vencidas acima de 90 dias.

Entre as medidas para se chegar a esse índice estão a criação de uma diretoria de renegociação e repactuação de crédito. Desde junho de 2006, a diretoria monitora as grandes operações nos segmentos de habitação, grandes corporações e infraestrutura. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações para a melhoria dos processos de recuperação e cobrança que vêm sendo adotadas desde 2015.

Occhi informou ainda que a Caixa tem a maior carteira de crédito entre todos os bancos: R$ 700 bilhões (soma de todos os empréstimos concedidos).
As áreas de maior atuação da Caixa, os segmentos de habitação, infraestrutura e empréstimo com desconto em folha (consignado), todos considerados de baixo risco de inadimplência, responderam por 96% do crescimento da carteira total de crédito do banco no 2º trimestre do ano passado.

Balanço anterior
No primeiro trimestre, o lucro líquido da Caixa foi de R$ 1,488 bilhão, crescimento de 81,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 818 milhões.

O índice de inadimplência para dívidas vencidas acima de 90 dias encerrou março em 2,83%, pouco abaixo dos 2,88% registrados em dezembro e dos 3,51% registrados no mesmo mês de 2016.

A carteira de crédito ampla registrou saldo de R$ 715 bilhões, um crescimento de 4,5% em 12 meses. O resultado foi influenciado pelas carteiras de habitação, consignado e infraestrutura, de baixo risco.

FGTS
Occhi disse ainda que o governo não pretende prorrogar os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e que uma nova liberação desse dinheiro não ocorrerá nos próximos anos. “Foi liberado em um momento crítico da economia para ajudar os trabalhadores brasileiros, num momento em que havia desemprego e dificuldade em honrar seus pagamentos. E isso levou o governo a emitir uma MP (medida provisória) excepcional. Para isso teria que ter uma nova medida. Não haverá uma nova medida nos próximos anos”, afirmou.

Occhi disse que não há intenção de prorrogar porque é preciso preservar a liquidez do fundo. Segundo ele, há ainda um número significativo de depósitos à espera do trabalhador e outra parte do FGTS é investida em saneamento, infraestrutura a habitação.

Em relação aos lucros do FGTS que 88 milhões de trabalhadores terão direito a receber, Occhi disse que é a primeira vez que os dividendos são divididos. “Os trabalhadores não têm a dimensão da divisão dos lucros em função de essa ser a primeira vez na história do FGTS, que fez 50 anos este ano, e nunca houve a distribuição dos dividendos. Sempre foi para habitação, saneamento, infraestrtura ou incorporado ao patrimônio do fundo”, disse.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, serão contempladas 245,7 milhões de contas do FGTS, relativas aos 88 milhões de beneficiários. Cada trabalhador pode ter mais de uma conta, devido à troca de empregos. São R$ 7,2 bilhões referentes aos lucros do FGTS que serão distribuídos até 31 de agosto.

Os números mostram que, do total de contas que receberão o rendimento maior do FGTS, a maior parte receberá até R$ 10.

Veja abaixo a distribuição:
 - 180,94 milhões receberão até R$ 10
 - 47,88 milhões de contas serão creditadas com um valor entre R$ 10,01 e R$ 100
 - 16,02 milhões de contas receberão entre R$ 100,01 a R$ 1 mil
 - 835,43 mil contas serão creditadas de R$ 1.000,01 a R$ 5 mil
 - 24,57 mil contas receberão acima de R$ 5.000,01
 - O valor médio será de R$ 29,62 por conta

A Caixa criou uma página na internet para o trabalhador conferir quem tem direito ao saque, o valor a ser depositado e tirar outras dúvidas. O Serviço de Atendimento ao Cliente da Caixa também prestará informações, no telefone 0800 726 2017. Para realizar a consulta no site ou no telefone, o trabalhador precisará informar o nome completo, número do CPF ou o número do PIS.

De acordo com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, os depósitos nas contas começarão na próxima semana e deverão se estender até o fim deste mês. (Fonte: G1)


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