• 24 de junho de 2019, 09:42
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BB pode absorver perda de até R$ 2 BILHÕES com Odebrecht sem afetar lucro, diz Novaes

 


Segundo ele, instituição tem R$ 4 bilhões em empréstimos 'descobertos' com Odebrechet e metade está provisionada. 'Qualquer hair cut [abatimento na dívida por conta da recuperação judicial]' inferior a 50%, o 'BB estaria até em uma posição de aumentar o lucro', acrescentou. (Por Alexandro Martello)
 
O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou nesta quarta-feira (19), após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a instituição financeira tem R$ 4 bilhões em valores emprestados à Odebrechet "a descoberto" (sem garantias) - dos quais a metade, ou seja, R$ 2 bilhões, já foram provisionados (separados no balanço para o caso de perdas).

Por conta desse cenário, ele afirmou que a instituição estaria na posição de absorver perdas de até R$ 2 bilhões (valores sem garantias, e também não provisionados) nos empréstimos concedidos à empreiteira sem afetar o seu lucro.

Nesta segunda-feira (18), o juiz da 1ª Vara de Falências de São Paulo, João de Oliveira Rodrigues Filho, aceitou o pedido de recuperação judicial levado pelo grupo Odebrecht - empresa envolvida em escândalo de corrupção com a Petrobras.

A holding do conglomerado e mais vinte empresas foram à Justiça na véspera pedir proteção contra credores e listaram dívidas totais de cerca de R$ 98 bilhões. Desse total, o grupo só pode ser alvo de cobrança de R$ 65,5 bilhões, pois R$ 33 bilhões são empréstimos trocados entre as companhias levadas para recuperação judicial.

Dados obtidos pela TV Globo apontam que os bancos públicos têm R$ 22,8 bilhões a receber. Desse montante, R$ 10 bilhões são devidos ao BNDES; R$ 7,8 bilhões ao Banco do Brasil; e outros R$ 5 bilhões à Caixa Econômica Federal. Já os bancos privados têm R$ 8,4 bilhões a receber: Bradesco R$ 4,4 bilhões; Itaú R$ 3,5 bilhões; e Santander R$ 500 milhões.

Provisões do BB
De acordo com o presidente do BB, Rubem Novaes, a instituição financeira está "bem provisionada" (com recursos apartados para absorver perdas) com relação aos empréstimos feitos à Odebrecht.

"Ao final de um processo desses, você tem o que chamam de um 'hair cut' [abatimento na dívida da empresa com credores]. Se somar tudo, estaríamos a descoberto com cerca de R$ 4 bilhões. Desses 4 bilhões, 2 bilhões têm provisões", declarou.

Segundo ele, qualquer 'hair cut' (abatimento) inferior a 50%, o "banco estaria até em uma posição de aumentar o lucro". A exigência de provisão, nesse caso, é de 30%. Estamos em 50% de provisão. Então, a situação está extremamente tranquila", declarou Novaes.

Questionado se não seria o momento de provisionar os R$ 2 bilhões restantes, que estão sem garantias, o presidente do BB afirmou que, em "nenhuma situação dessas", os credores perdem tudo. "Tem uma composição das empresa com os credores, sobre a orientação de um juiz, que vê o que você precisa reduzir para permitir que a empresa continue", disse.

Ele reiterou que as perdas com a Odebrecht só podem afetar o lucro do BB se forem superiores a R$ 2 bilhões (50% do saldo não provisionado). "No caso da Oi, o banco acabou aumentando a rentabilidade, pois estávamos mais provisionados do que era necessário, e a expectativa é de que venha ocorrer o mesmo em relação à Odebrechet", concluiu. (Fonte: G1)

BB PODE ABSORVER PERDA DE ATÉ R$ 2 BILHÕES COM ODEBRECHT SEM AFETAR LUCRO, DIZ NOVAES



Segundo ele, instituição tem R$ 4 bilhões em empréstimos 'descobertos' com Odebrechet e metade está provisionada. 'Qualquer hair cut [abatimento na dívida por conta da recuperação judicial]' inferior a 50%, o 'BB estaria até em uma posição de aumentar o lucro', acrescentou. (Por Alexandro Martello)
 
O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou nesta quarta-feira (19), após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a instituição financeira tem R$ 4 bilhões em valores emprestados à Odebrechet "a descoberto" (sem garantias) - dos quais a metade, ou seja, R$ 2 bilhões, já foram provisionados (separados no balanço para o caso de perdas).

Por conta desse cenário, ele afirmou que a instituição estaria na posição de absorver perdas de até R$ 2 bilhões (valores sem garantias, e também não provisionados) nos empréstimos concedidos à empreiteira sem afetar o seu lucro.

Nesta segunda-feira (18), o juiz da 1ª Vara de Falências de São Paulo, João de Oliveira Rodrigues Filho, aceitou o pedido de recuperação judicial levado pelo grupo Odebrecht - empresa envolvida em escândalo de corrupção com a Petrobras.

A holding do conglomerado e mais vinte empresas foram à Justiça na véspera pedir proteção contra credores e listaram dívidas totais de cerca de R$ 98 bilhões. Desse total, o grupo só pode ser alvo de cobrança de R$ 65,5 bilhões, pois R$ 33 bilhões são empréstimos trocados entre as companhias levadas para recuperação judicial.

Dados obtidos pela TV Globo apontam que os bancos públicos têm R$ 22,8 bilhões a receber. Desse montante, R$ 10 bilhões são devidos ao BNDES; R$ 7,8 bilhões ao Banco do Brasil; e outros R$ 5 bilhões à Caixa Econômica Federal. Já os bancos privados têm R$ 8,4 bilhões a receber: Bradesco R$ 4,4 bilhões; Itaú R$ 3,5 bilhões; e Santander R$ 500 milhões.

Provisões do BB
De acordo com o presidente do BB, Rubem Novaes, a instituição financeira está "bem provisionada" (com recursos apartados para absorver perdas) com relação aos empréstimos feitos à Odebrecht.

"Ao final de um processo desses, você tem o que chamam de um 'hair cut' [abatimento na dívida da empresa com credores]. Se somar tudo, estaríamos a descoberto com cerca de R$ 4 bilhões. Desses 4 bilhões, 2 bilhões têm provisões", declarou.

Segundo ele, qualquer 'hair cut' (abatimento) inferior a 50%, o "banco estaria até em uma posição de aumentar o lucro". A exigência de provisão, nesse caso, é de 30%. Estamos em 50% de provisão. Então, a situação está extremamente tranquila", declarou Novaes.

Questionado se não seria o momento de provisionar os R$ 2 bilhões restantes, que estão sem garantias, o presidente do BB afirmou que, em "nenhuma situação dessas", os credores perdem tudo. "Tem uma composição das empresa com os credores, sobre a orientação de um juiz, que vê o que você precisa reduzir para permitir que a empresa continue", disse.

Ele reiterou que as perdas com a Odebrecht só podem afetar o lucro do BB se forem superiores a R$ 2 bilhões (50% do saldo não provisionado). "No caso da Oi, o banco acabou aumentando a rentabilidade, pois estávamos mais provisionados do que era necessário, e a expectativa é de que venha ocorrer o mesmo em relação à Odebrechet", concluiu. (Fonte: G1)

 


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